Paraibanos defendem taxação maior sobre plataformas de apostas, segundo pesquisa
A mais recente pesquisa da Alfa Inteligência, realizada entre 29 de outubro e 6 de novembro de 2025, revela que a maioria dos paraibanos é favorável à taxação mais alta sobre as plataformas de apostas online
Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados concordam que as BETs devem ser tributadas
A mais recente pesquisa da Alfa Inteligência, realizada entre 29 de outubro e 6 de novembro de 2025, revela que a maioria dos paraibanos é favorável à taxação mais alta sobre as plataformas de apostas online. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados concordam que as BETs devem ser tributadas com alíquotas superiores às de outros serviços, enquanto 30% discordam da medida.
“Há um consenso crescente de que o setor precisa contribuir mais com a arrecadação pública, especialmente considerando seu rápido crescimento e o impacto social que provoca”, explica Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência.
O estudo ouviu 1.200 pessoas em todo o estado da Paraíba e apontou ainda o que os pesquisadores chamam de “efeito oculto das apostas”. Apenas 11% dos entrevistados admitem apostar em esportes ou cassinos online, mas 31% afirmam ter amigos ou parentes que apostam com grande frequência, um contraste que pode indicar subnotificação por questões sociais ou a existência de um grupo menor, mas muito ativo, de apostadores.
“Os dados mostram que o universo das apostas é mais presente do que parece à primeira vista. O fato de muitos conhecerem apostadores frequentes, mas poucos admitirem apostar, revela um comportamento ainda cercado de reserva ou até de certo tabu”, analisa Emanoelton.
O Sertão se destaca regionalmente: 39% dos moradores dizem conhecer pessoas que apostam com frequência, embora apenas 12% assumam apostar pessoalmente. Já o Litoral e a Região Metropolitana de João Pessoa apresentam índices mais equilibrados entre quem aposta e quem conhece apostadores.
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O levantamento também traçou o perfil do apostador paraibano. Os homens apostam significativamente mais (17%) do que as mulheres (5%). Em relação à faixa etária, o hábito é mais comum entre os jovens adultos, com destaque para as idades de 25 a 34 anos (20%) e 35 a 44 anos (20%), seguidos pelos jovens de 16 a 24 anos (14%).
A Alfa Inteligência aponta que o tema deve continuar em debate, especialmente diante da discussão nacional sobre regulamentação e tributação das BETs. Segundo o instituto, o apoio à taxação é mais forte entre pessoas com ensino superior completo ou em andamento, chegando a 74% nesse grupo.
“Os dados mostram que há espaço para políticas públicas mais assertivas, tanto no campo da regulação quanto na conscientização. O cidadão quer regras claras e equilíbrio entre liberdade e responsabilidade no setor”, conclui Emanoelton.
Sobre a Alfa Inteligência
Fundada em 2008 e parte da holding Alfa Group, a Alfa Inteligência é uma consultoria líder em pesquisa e inteligência estratégica com forte atuação no mercado político-eleitoral. Especializada na análise de dados em campanhas e gestões estratégicas, a empresa combina ciência política e escuta qualificada, reunindo pesquisas quantitativas, mais de 5.000 grupos focais, etnografia política e tecnologia própria com dashboards em tempo real. É vencedora do Napolitan Victory Award 2025 como Melhor Empresa de Pesquisa do Ano e acumula reconhecimentos do Prêmio CAMP e do Polaris Awards, reforçando sua atuação como referência nacional em diagnósticos precisos e inovação aplicada à estratégia política.

