dezembro 10, 2025

Fenômeno das bets já influencia rotina social em Pernambuco, mostra levantamento

Pesquisa da Alfa Inteligência indica que 31% dos entrevistados têm contato próximo com apostadores frequentes, reforçando a normalização do hábito

Por: Equipe Marketing
3 min de leitura

Pesquisa da Alfa Inteligência indica que 31% dos entrevistados têm contato próximo com apostadores frequentes, reforçando a normalização do hábito

Nos últimos anos, o mercado de apostas esportivas, chamadas bets, explodiu no Brasil, movimentando bilhões de reais, patrocinando clubes de futebol, influenciando a publicidade esportiva e entrando com força nas conversas do dia a dia. A regulamentação federal aprovada em 2023 e ampliada em 2024 acelerou ainda mais a presença dessas plataformas, que hoje fazem parte do cotidiano digital de grande parte dos brasileiros, especialmente nas redes sociais e nos aplicativos de celular. Com campanhas agressivas, forte presença entre influenciadores e oferta acessível, as bets se consolidaram como um dos segmentos de entretenimento online que mais crescem no país e, ao mesmo tempo, um tema de preocupação crescente para especialistas em comportamento, educação financeira e políticas públicas.

Nesse contexto de expansão e debate nacional, a Alfa Inteligência, um dos principais institutos de pesquisas do Brasil, realizou um levantamento para entender como esse fenômeno está se manifestando na vida dos cidadãos de Pernambuco. A nova pesquisa, realizada em novembro de 2025 com 1.198 entrevistados maiores de 16 anos, mostra que as apostas online já fazem parte da rotina de muitos pernambucanos; seja diretamente, seja pelo convívio com pessoas próximas que apostam. O estudo também traz dados sobre comportamento recente e percepções do público sobre plataformas de apostas.

Em linhas gerais, o estudo revelou que apesar de apenas 11% terem apostado recentemente, quase um terço convive com apostadores frequentes, o que mostra que o tema circula nos ambientes pessoais. Isso ajuda a explicar por que as apostas ganham visibilidade rápida: o contato direto cria normalização social, curiosidade e potencial de adesão. “Pesquisas como esta ajudam a entender não só quantas pessoas apostam, mas como o ambiente social influencia esse comportamento. Quando analisamos uma amostra de 1.198 pernambucanos, conseguimos enxergar padrões que não aparecem nas conversas do dia a dia. Os dados mostram que as apostas já fazem parte da rotina de muitas famílias, mesmo quando o indivíduo não aposta. E conhecer essas tendências é fundamental para embasar debates públicos, políticas de regulamentação e ações de prevenção”, afirma Emanoelton Borges, cientista político e CEO da Alfa Inteligência.

Só 11% dos entrevistados fizeram alguma aposta nos últimos 6 meses, enquanto a grande maioria não apostou neste período. 88% declararam não ter feito nenhuma aposta enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Já quando perguntados sobre amigos ou parentes que apostam “com grande frequência”, 31% disseram que sim, 65% não e 4% não sabe ou não respondeu. Esse número é significativo e mostra que o hábito circula socialmente e pode influenciar novas adesões.

Plataformas de apostas

A pesquisa trouxe ainda uma questão sobre as plataformas de apostas (Bets). Os entrevistados responderam se as empresas deveriam ser taxadas com alíquotas menores que a maioria dos serviços. 56% responderam que sim, 30% não e 14% não sabe ou não respondeu. Além disso, a percepção geral sobre plataformas indica que boa parte da população já tem opinião formada a respeito do tema, seja positiva ou negativa.

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